Saturday, May 01, 2010

VEJA Recomenda e Os mais vendidos

VEJA Recomenda

DISCO

INTERPRETING THE MASTERS, VOL. 1: A TRIBUTE TO DARYL HALL & JOHN OATES, The Bird & The Bee (EMI)

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DISCO
The Bird & The Bee: homenagem a uma dupla de, digamos, mestres dos anos 80

• Não, não dá para comparar Daryl Hall e John Oates a Lennon e McCartney – mas eles ainda são cultuados pela turma que passou dos 40 e gosta de frequentar festas-tributo à década de 80. A dupla surgiu na Filadélfia, no início dos anos 70, e foi muito influenciada pela soul music própria da cidade – de onde saiu, entre outros, o cantor Billy Paul. Hall e Oates também contavam com uma banda competente, na qual se destacava o guitarrista G.E. Smith (mais tarde, produtor musical do humorístico Saturday Night Live). Neste CD, outra dupla – The Bird & The Bee, formada por Greg Kurstin e Inara George – presta uma agradável homenagem a Hall e Oates. Quase não se mexeu na estrutura das canções. Sucessos radiofônicos como Maneater, Private Eyes e I Can’t Go for That não sofrem grandes alterações – no máximo um teclado aqui, uma bateria eletrônica acolá. A voz de Inara não tem o alcance da de Hall, mas certas canções tornam-se mais sedutoras graças à sua interpretação contida – como One on One, em que ela parece sussurrar a letra para o ouvinte.

MÚSICA

ÓPERA DAS PEDRAS – O ESPETÁCULO DA TERRA, de Denise Milan (em cartaz até o dia 15 de maio no Sesc Ipiranga, em São Paulo)

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MÚSICA
Denise Milan: ópera com
metáforas geológicas

• A escultora paulista Denise Milan iniciou a carreira em 1973, utilizando a pedra como eixo central de seus trabalhos. Algumas de suas esculturas já foram expostas em galerias de Nova York, Taiwan e Londres, entre outras metrópoles. As pedras são ainda o tema preponderante de sua estreia como autora e diretora de uma peça dramática musical e são as personagens deÓpera das Pedras – O Espetáculo da Terra. A protagonista é uma pedra chamada Agrégora, uma ametista de 220 milhões de anos, interpretada pela cantora e violonista Badi Assad. Com seis músicos no palco, o espetáculo acompanha uma espécie de drama geológico, que narra como o cristal se forma a partir do basalto – e essa transformação da matéria funciona como metáfora para a evolução emocional das pessoas. "É um canto de renovação em que se ouve a voz da pedra, e a passagem do caos à ordem se torna possível. A Terra devastada pela avidez humana dá lugar à Terra renovada pelo amor", diz Denise. O espetáculo também serve de mote para o lançamento do livro Gemas da Terra, obra conjunta de Denise e da professora de filosofia Olgária Matos.

LIVRO

O DISCURSO SECRETO, de Tom Rob Smith (tradução de ana maria mandim; Record; 304 páginas; 57,90 reais)


• O segundo romance do inglês Tom Rob Smith é ambientado na União Soviética, nos anos que se seguem à morte de Stalin, em 1953. O título faz referência ao famoso discurso de 1956 em que Nikita Krushev denunciou os crimes cometidos pelo tirano que o antecedeu. O livro desdobra as devastadoras consequências psicológicas que o pesadelo político do comunismo lança sobre seus personagens – em particular, sobre Liev Demidov, ex-agente de segurança que protagonizou o romance anterior de Rob Smith,Criança 44. Demidov é pai adotivo de duas meninas, filhas biológicas de pessoas que ele mandou executar. A mais velha, Zoya, acalenta desejos de vingança contra ele. E mais perigosa ainda é Fraera, uma mulher traída e aprisionada pelo ex-agente que se torna líder de uma gangue vingadora. Este é um thriller de cenas rápidas e nervosas – entre outros feitos, Demidov tem de se infiltrar em um gulag para libertar um prisioneiro que ele mesmo mandou para lá. Sob essa ação sem pausas, porém, Rob Smith examina com vagar uma questão histórica difícil: há reparação possível para os que serviram a regimes criminosos?

DVD

CHÉRI (Inglaterra/França, 2009. Califórnia)

Everett Collection/Keystone
DVD
Michelle Pfeiffer, em Chéri: não mais jovem, mas sempre bela

• A escritora Colette (1873-1954) ferveu na França da belle époque: teve casos com homossexuais (como o escritor Henri Gauthier-Villars, seu primeiro marido), mulheres (como a diva do cabaré Josephine Baker) e também heterossexuais (a exemplo do escritor italiano Gabriele D’Annunzio), sempre de olho no frisson seguinte e cultivando o próximo escândalo. Além de festeira contumaz, porém, Colette era também uma romancista de grande talento e coragem. Chéri, publicado em 1920, aborda os constrangimentos de uma prostituta de luxo, ainda bela, mas não mais jovem, que é apaixonada por um garoto, o mimado Chéri. Na adaptação do diretor inglês Stephen Frears, é Michelle Pfeiffer (não mais jovem, mas sempre bela) quem faz o papel da cortesã Lea de Lonval, que tenta se agarrar aos resquícios de sua dignidade e do fascínio que exerce sobre o rapaz (Rupert Friend, um ator em merecida ascensão). A produção é tão obsessiva nos detalhes de época que chega a ser artificial – mas o mesmo não se pode dizer das interpretações, que tocam de maneira incisiva naquele ponto doloroso em que, pelo simples passar do tempo, uma pessoa se transforma aos olhos de uma outra.

TELEVISÃO

MODERN FAMILY (Estreia nesta segunda-feira, às 22h, na Fox)

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TELEVISÃO
Modern Family: sátira aos novos arranjos familiares – e ao modo como a correção política os compreende


• O gay Mitchell Pritchett (Jesse Tyler Ferguson) fica uma pilha de nervos durante uma recepção familiar em sua casa. Lá estão seu pai, um patriarca já avançado na idade, e a mulher dele, uma perua colombiana algumas décadas mais jovem – acompanhada do filho de um casamento anterior, uma criança gorducha obcecada em namorar meninas mais velhas (e que só leva foras). Estão presentes, ainda, a irmã de Mitchell e seu marido, uma dupla certinha que se esforça – apesar dos muitos reveses – para criar os três rebentos de maneira liberal e compreensiva. A reunião, armada pelo maridão de Mitchell, à sua revelia, tem por objetivo apresentar ao clã uma novidade que o casal homossexual foi buscar no outro lado do mundo (e que o parceiro ainda não se julga em condições psicológicas de assumir perante os parentes, daí seu stress): uma bebê adotiva vietnamita. Logo nas primeiras cenas, a sitcom Modern Familydeixa claro o universo que pretende satirizar: a gama de novos arranjos familiares que grassam na sociedade americana contemporânea – e o modo politicamente correto como aos poucos se passou a ver os mesmos.

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