Saturday, January 24, 2009

Quadro: A teoria e a prática


Montagem com foto de Carlos Casaes/Agência A Tarde/AE

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Quadro: As sete derrotas de Battisti

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Quadro: os principais auxiliares de Obama





Revista VEJA | Edição 2097 | 28 de janeiro de 2009

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Jeff
Haynes; Jonathan Ernst/REUTERS/Lawrence Jackson; Ross D. Franklin J. Scott Applewhite/AP/
Saul Loebjim Watsonemmanuel Dunand/AFP/Jacob Silberberg/The New York Times






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Revista VEJA | Edição 2097 | 28 de janeiro de 2009

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Quadro: A geografia do aborto





Revista VEJA | Edição 2097 | 28 de janeiro de 2009

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Revista VEJA | Edição 2097 | 28 de janeiro de 2009

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Wednesday, January 21, 2009

MILLOR


EM IPANEMA
TODOS OS RICOS MORAM

NA VIEIRA SOUTO. ENGRADADOS.




A CACA DA CACOGRAFIA


O trema foi abolido.
"Tremei, pais de família!" (como dizia Castro
Alves).



Os donos do mundo,
dos países, municípios, quintas e cercanias,
formam a Nomenklatura. Que manda no mundo. Generais pensam
mandar no exército. Quem manda é a Nomenklatura
do exército. Ministérios pensam ministeriar,
quem ministeria é a Nomenklatura. Escritores, jornalistas
e assemelhados pensam que escrevem o que querem. Quem escreve
é a Nomenklatura.


Não é
à toa que Nomenklatura é palavra russa.


Quer dizer, isso
no pequeno período comunista. Mas antes, lá
mesmo, na Rússia, você já tinha lido Gogol.
Está lá todo o horror burocrático da
Visita do Inspetor.



Penso e repenso.
Pode ser que se me tenha escapado. Mas, pra implantar essa
estúrdia (!) hifeniano-desacentada reforma, houve um
plebiscito? Alguém te ouviu, grande escritor? Alguém
te consultou, dedicado professor? Ou apenas os velhinhos da
Academia daqui (38, mais dois mortos em rodízio) resolveram
isso combinando com os 38 velhinhos (restantes) de lá?


É isso, não
adianta chiar. Foram muitas viagens, conferências, convescotes,
assessores (palavra com muito esse, vamos economizar: aceçores),
conselheiros/as e olheiros durante as inúmeras viagens
nesses quinze anos de estudos. Natural. Portugal e derivados
são países extremamente agradáveis pros
nossos velhinhos. E o Brasil é muitíssimo tropical
pros galegos (vocês se lembram quando português
era chamado de galego? Os americanos, cheios de culpas ancestrais,
ainda não tinham inventado o politicamente correto).


Ué, vocês
não sabiam pra que servem essas conferências
– linguísticas, médicas, geográficas,
políticas? Pra marcar outras conferências.


Ah, lá
em cima citei Castro Alves, o primeiro baiano marqueteiro
do país. Bem-sucedido, seguro, poeta emérito
e recitador ainda mais, Castro sabia-se. Foi à noite,
em frente ao espelho, satisfeito, com razão, pela bela
aparência, que ele pronunciou esta frase (ajeitando
a aba do chapéu): "Tremei, pais de família!".


E não
é que os pais tremiam? O homem era phoga!



Já passei,
em minha curta existência, por 37 reformas ortográficas
e orográficas. É, mudaram até o nome
de algumas montanhas de minha intimidade, embora isso não
tivesse afetado o alpinismo social de muitos letristas,
a começar pelo fundador da liga principal, a de Letras.


Por natureza, não
por ideologia, nunca respeitei nenhuma dessas convenções.
Pois convenções são muito convencionais.
Só respeito coisas respeitáveis, indubitáveis:
tombo de escada, queda da bolsa, escorregão em cocô
de cachorro.


Agora, se tem traço,
se tem ponto, se tem pesponto, posponto, chapeuzinho, eu faço
como fazia o Aurélio, Aurélio vírgula
ou Aurélio Cabeleira, nosso companheiro
na revista O Cruzeiro. Examinava nossos textos com
a maior sem-cerimônia – já era um sábio
no ramo – e tascava vírgulas.


Uma vez, pegando
uma lauda de um colega, na qual o dito não tinha posto
nenhuma pontuação, e não por rebeldia,
por pura ignorância, Aurélio encheu de vírgulas
tudo o que sobrou da página, e decretou: "Taí,
rapaz, agora pega essas vírgulas e salpica onde couber".



Mas não se
preocupem demais com essas besteiras. Isso não dura.
Como nos ensinava Rubem Braga, uns dos dez maiores escritores
brasileiros do futuro, quando tínhamos algum problema
ao compor uma frase: "Não quebra a cabeça,
não. Dá uma voltinha".



Agora, me ensina
aqui, Rubem: como é que se dá uma voltinha num
hífen?


 






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Tuesday, January 20, 2009

Untitled

  Celso Ming         À espera do amanhecer

"A hora mais escura é a que precede o amanhecer."



Este é um antigo provérbio irlandês lembrado em 1940 pelo então primeiro-ministro da Inglaterra, Winston Churchill, quando se referia ao momento de maior prostração da 2ª Guerra Mundial para os aliados, aquele que abrangeu a queda da França e a invasão da Rússia pelas forças alemãs.



O significado mais profundo desta frase não é o de que é simples identificar o pior momento de uma calamidade, mas o de que sempre há esperança, mesmo que a hora mais difícil não tenha ainda sido identificada.



O presidente Barack Obama, que toma posse hoje no comando do país mais poderoso e mais rico do mundo, tem transmitido esta mensagem, com outras palavras. Ainda no domingo, no seu pronunciamento no Lincoln Memorial, em Washington, não escondeu a prostração do momento. Advertiu que serão necessários mais de um mês e mais de um ano, e provavelmente "muitos anos" para acabar com a crise. Lembrou, também, que a solução não está fora; tem de ser encontrada no coração de cada americano.



Esta é a hora de grande insegurança, de descontrole, de falta de confiança e de falta de perspectiva para o americano médio. A insegurança não decorre apenas das perdas patrimoniais que a crise impôs às empresas, ao assalariado e ao aposentado. Decorre de mil outras razões.



Esta é uma crise sem precedentes. Ninguém sabe ainda como pode se desdobrar. São mares não mapeados que podem esconder recifes traiçoeiros. A insegurança maior é o desemprego que ataca 72 a cada 1.000 trabalhadores americanos e pode se aprofundar.



Nisso vai sendo abalada a base da autoconfiança americana, que é a crença de que o futuro pode ser construído com inteligência, planejamento e trabalho duro e de que basta confiar e perseverar.



Mas a percepção da hora é a de que as autoridades estão às cegas. Não previram, não identificaram a tempo, não evitaram o estouro da bolha. Quando reagiram, fizeram bobagem, como entregar o banco Lehman Brothers à sua própria sorte. Depois, trilhões de dólares passaram a ser despejados sobre focos sucessivos de incêndio, sem conseguir debelá-los. E tudo isso vem sendo feito sem prestação de contas à sociedade.



Quem está no comando não sabe quanto valem os ativos que estão sendo comprados com recursos públicos. É uma administração pública que não passa segurança. Quando o presidente Bush foi à TV e tentou reerguer o moral da população, ninguém o levou a sério.



Até agora, não foi atacada a fonte primária da aflição que tomou conta das classes médias americanas: a desvalorização dos imóveis. A deterioração do poder aquisitivo dos mutuários e a execução das hipotecas, por sua vez, acentuam a desvalorização dos imóveis.



A mensagem central de Barack Obama é de que chegaram os tempos de mudança que, no entanto, não mudam o principal: o de que tem de se fundamentar no retorno aos valores deixados pelos ancestrais ("father founders").



O desafio é imenso, o amanhecer pode demorar, a confiança tem de ser maior ainda.



CONFIRA



Inesperado - O governo Lula parece espantado com a violência do fechamento de postos de trabalho: 650 mil só em dezembro, a mais forte em dez anos.



Quem apostava na marolinha deve agora estar muito preocupado com a tempestade.



Essa queda abrupta pode não ter a ver com a crise externa. Pode ser consequência da expansão rápida do crédito nos três últimos meses.



O consumidor ficou endividado, está pagando carro, geladeira, o cruzeiro marítimo com as crianças... Assim, o mercado encolheu de repente e as empresas passaram a demitir.


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Miriam leitão Blog Vendas da indústria reafirmam que crise chegou cedo

Queda em novembro

Vendas da indústria reafirmam que crise chegou cedo

A indústria brasileira sofreu uma queda de quase 10% nas vendas de novembro frente outubro, divulgou hoje a CNI. Isso significa que a crise chegou ao país de forma muito mais rápida do que se imaginava.

Isso porque a indústria produz basicamente para o comércio. E se já houve redução nas vendas em novembro, significa que no mês de outubro o comércio varejista já havia sofrido uma retração tanto nas vendas quanto nas expectativas.

De acordo com o economista Antônio Madeira, da MCM Consultores, como o comércio estava muito estocado, a opção diante do agravamento da crise financeira internacional foi fazer menos pedidos à indústria.

- É um processo doloroso quando se deixa um ritmo de crescimento de 5% para menos da metade. Todos estavam muito estocados, e isso significa menos pedidos e menos produção. Com menos receita a solução é cortar custos o que quer dizer redução de salários, férias coletivas e demissões - explicou.

A boa notícia, segundo Madeira, é que como a indústria vinha investindo muito, houve também uma redução na capacidade instalada do país. Como não teremos risco de falta de oferta, é menos uma preocupação para o BC e mais um motivo para corte de juros na reunião que termina amanhã.

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